O corona e a tradição em alta

Em tempos de coronavírus, com tudo fechado, e isolamento social teoricamente voluntário, as pessoas procuram alternativas para se alimentar. Na verdade, a comida, digamos, comum, a trivial (como um arroz com bife acebolado), todos fazem em casa, enquanto esperam o mundo voltar ao normal. Inclusive, esperam voltar ao normal para ter a opção de, se quiser, comer o trivial na rua. Os restaurantes, botecos, bares, marmitarias e afins viram seu faturamento despencar e, como alternativa, reforçaram sua participação nas redes sociais (o que já deveria acontecer antes mesmo do corona) e nas entregas. Mas não é o mesmo ritmo de quando todos estão nas ruas.

O novo “comer fora”, em tempos de corona, é comer a comida de fora, mas dentro de casa. Aplicativos estão aí para facilitar esse acesso. Mas, convenhamos que não tem bolso que aguente tanta “comida de fora”. Sem falar que você acaba abusando. Lembra daquele ditado de que “tudo demais é veneno”? Vai chegar um dia desse isolamento social (teoricamente voluntário, bom lembrar) que a boa e velha comida caseira fará falta. E nesse momento que você põe a tradição para trabalhar. Esse é o momento de tirar a poeira do caderno de receitas da avó e colocar a mão na massa. Para os mais jovens, ou que não tiveram o privilégio de herdar as receitas da família, vale também procurar na internet.

Você pode fazer o seu “comer bem” em casa mesmo, ousando nas receitas. Tentar é a dica. A cozinha é sempre uma boa parceira nos momentos de isolamento, principalmente para evitar a fadiga. Trazer de volta a reunião em torno da mesa, valorizar os alimentos caseiros, os sabores e os aromas mais naturais, e, de quebra, gastar menos com entregas e aplicativos. Quem sabe pode ser criada uma nova tradição: a de fazer, orgulhosamente, a sua comida. Esse será um bom motivo para reunir todos na pós-quarentena.

Foto por Wallace Chuck em Pexels.com

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