Nos últimos dias acompanhei notícias de uns três restaurantes anunciando fechamento. Um já havia fechado uma vez. Depois, reabriu, e, agora, fechou de novo. O outro abriu, depois abriu mais uma unidade. Primeiro, fechou a segunda loja. E, agora, fechou o restaurante original. E o outro só abriu e fechou mesmo. Mas cada um com suas particularidades (e, cá para nós, seus erros) que levaram a fechar as portas.
É triste quando um empreendimento deixa de funcionar. Imagino as dificuldades que enfrentaram diariamente para manter tudo aberto. Fornecedores, insumos, contas, IMPOSTOS. Sem falar dos imprevistos, gente chata… Por outro lado, quando acompanhamos um pouco a gastronomia – e nem precisa ser de perto não – podemos perceber alguns detalhes que podem contribuir. Claro que não é só um fator que decreta o fechamento de um estabelecimento.
Tem lugar que você se apega. Pega gosto pelo ambiente, pessoas, cores, comida boa. Aí se surpreende com a notícia do fechamento. Fica órfão de um lugar bom na cidade. Lembra que só comida boa e um lugar bonito não garantem a continuidade. Além de uma boa gestão, para manter a sustentabilidade do negócio, é preciso fidelizar o cliente. Imagina um lugar que faz toda a sua história atendendo um tipo de público e, de repente, muda tudo. Vai precisar de tempo e dinheiro para bancar esse esquecimento de quem estava lá. Mas é uma pena.
Por outro lado, só gestão não segura um lugar que não tem uma comida boa e o aconchego que um ambiente com atendimento ao público precisa ter. Cardápio confuso, espaço perdido, serviço idem… Haja dinheiro para manter a casa funcionando mesmo sendo ruim. Tem lugar que você se apega, mas tem aqueles que no dia da inauguração você já percebe que não vai ser bom. Ai questiona como durou tanto.
Mercado muda, os desafios mudam, e o empreendedor precisa estar pronto. O cliente chato é que não muda. Mas engrossa o couro.





