Os bons alimentos, os bons pratos, impressionam pelo sabor, pela apresentação. Somado a isso, ambiente, atendimento… Mas parece que ultimamente alguns locais investem em pratos que impressionam pelo espanto. Que triste. Não precisa ser gostoso, basta ser feio. Parece que hoje o “feio” engaja mais. Realmente, era de se esperar, pelas dancinhas e “memes” sem pé nem cabeça que a gente vê nas redes, pelas milhares de subcelebridades que se autointitulam “influenciadores”. Na verdade, algumas pessoas acham “lindo”. Será que podemos julgar o gosto dos outros? Só um pouco, talvez. Meu lado otimista insiste em crer que isso é só uma moda.
A moda da chamada “taça da felicidade”, que leva esse nome não sei por qual motivo, (ftá mais pra infelicidade) caiu nas graças de muita gente. Deve ser pelo inusitado. É uma taça cheia de sorvete e outros adicionais, como frutas e chocolates. Até aí, tudo bem, mas também tem cobertura por toda a taça, e os adicionais também. Quando eu digo “por toda a taça” eu quero dizer “por todo o lado de fora da taça”.
Realmente, tomar um bom sorvete deixa qualquer um feliz, mas ver o sorvete escorrendo, ficar catando ingrediente na parte de fora da taça (e às vezes na mesa), não é das experiências mais felizes. É preciso ficar passando a colher por fora da taça para “raspar” a cobertura. Ou seria melhor lamber a taça toda?
Nem criança, que gosta mais do lúdico, ia querer voltar para casa com a roupa toda grudada de calda e M&M’s. Seria uma infelicidade. Na boca vai melhor.

