Quando um ano está prestes a acabar e, claro, quando o novo começa, as pessoas costumam repensar no que fizeram, o que deu certo, e o que precisa mudar de direção. Pensar também em metas para os próximos 365 dias. Financeiras, morais… de vida. Li que você deve escrever suas metas em um caderno. Ativa algo no cérebro. Meio que “força” você a correr atrás de realizar esses sonhos. Obviamente precisam ser metas que podem ser cumpridas. Não adianta escrever lá no papel que você vai comprar a Ilha de Caras daqui um mês. Se bem que, pensando melhor, esses sonhos mais “elaborados” também nos movem. Talvez comprar uma ilha pode estar na aba “a longo prazo”.
Decidi escrever minhas metas. Todos temos sonhos, e deve ser bom deixá-los, “palpáveis”. Nem que seja no papel, em um primeiro momento. Não vou trazer aqui por motivos de que só é bom revelar depois de realizados. Mas tenho uma meta que acho que posso compartilhar com todos: ter um caderno de receitas. E um daqueles bem recheados, a cara das famílias grandes. Receitas tradicionais, novidades, releituras, sobremesas… E também aquelas notas que as pessoas vão adicionando ao caderno longo do tempo. “Fulano indicou chocolate ao leite, mas com o amargo fica bem melhor.” Ou então, aqueles pedaços de papel com receitas que você escreve correndo enquanto assiste TV.
As receitas, escritas no papel, não deixam de ser metas, sonhos. Na verdade, registros de que esses sonhos foram realizados ou ainda podem acontecer. Registros também de memórias… encontros de família, de amigos. À mesa, no balcão da cozinha, na piscina, em volta da fogueira.
Quantas memórias guardadas no papel. Quantas ainda serão escritas. E, quem sabe, desfrutando da beleza paradisíaca de uma ilha.










